Notícias » 18 de Maio: Picuí intensifica ações de combate ao abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes

Em 11/05/2018 às 09h33, Postado por: Ascom / Fonte: SMAS

Com o lema “Faça bonito, proteja nossas crianças e adolescentes”, a Prefeitura de Picuí lançou a campanha “18 de Maio – Enfrentamento ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes”, na segunda-feira, 08 de maio. A campanha é coordenada pela Secretaria Municipal de Assistência Social, que preparou uma série de atividades a serem desenvolvidas ao longo desse mês. 

O tema da campanha está sendo trabalhado nas salas das escolas municipais, através de palestras e dinâmicas dos profissionais da educação. Nos dias 11 e 14 de maio, ocorrerão oficinas de formação sobre o tema da campanha com os Oficineiros e reuniões com pais e responsáveis das crianças do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos. Na segunda, 14, também acontecerá uma formação com os professores da rede municipal de ensino. Nos dias 15 e 17 de maio, profissionais do CREAS, CRAS, membros do Conselho Tutelar e adolescentes integrantes do Projeto Sementes do Seridó farão panfletagens nos bairros São José, Cenecista e Limeira. 

Para a sexta-feira, 18 de maio, está programada uma caminhada que percorrerá as principais ruas do centro da cidade de Picuí. A concentração começará às 15 horas, em frente à Caixa Econômica Federal e a culminância dar-se-á no Anfiteatro do Centro de Convivência “Pedro Tomaz Dantas”, com a apresentação de peça teatral. No dia 18 de maio será lançado um concurso para alunos da rede de ensino de Picuí, com encerramento e divulgação previstos para o dia 12 de junho.   

18 de maio: o Caso Araceli   
Araceli Crespo tinha 8 anos e na tarde do dia 18 de maio de 1973 saiu mais cedo da escola, autorizada pela mãe que era viciada em cocaína e possivelmente traficante de drogas, para levar um envelope até um prédio no centro da cidade de Vitória, no Estado do Espírito Santo. Ao encontrar os destinatários da encomenda, Araceli foi drogada, espancada, estuprada, e assassinada. Seu corpo permaneceu dias escondido em um freezer, desfigurado por um ácido corrosivo, até ser abandonado em um terreno e localizado, ironicamente, por uma criança que brincava no centro da cidade. 
Os suspeitos de envolvimento no assassinato pertenciam a famílias importantes do Estado do Espírito Santo e eram conhecidos pelas festas que organizavam, onde drogas e violência sexual de menores eram as principais atrações. Os assassinos jamais pagaram por seu crime brutal. Uma série de assassinatos, ocultação de provas, intimidação de testemunhas, além da conivência de pessoas influentes da sociedade capixaba, incluindo policiais, membros do judiciário e políticos ligados ao Governo Militar, fizeram prevalecer a impunidade. O corpo da menina só foi enterrado três anos depois do assassinato, permanecendo numa fria gaveta de necrotério. 
A infância violentamente interrompida da menina capixaba revoltou, chocou e sensibilizou diversos segmentos da sociedade brasileira. Durante algum tempo, o assunto tomou conta dos noticiários, mas o medo calou muitos e jamais se soube o que realmente aconteceu naquele dia. A morte de Araceli serviu de alerta para toda a sociedade brasileira, expondo a realidade de violências cometidas contra crianças. Pela brutalidade, a data do assassinato tornou-se um símbolo da luta contra essa violação de direitos humanos. 
Em 1998, por iniciativa de cerca de entidades públicas e privadas, reunidas na Bahia, foi instituído o dia 18 de Maio como o Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual Infanto-Juvenil. Em 2000 o projeto de lei que instituiu oficialmente o dia foi sancionado e, todos os anos, entidades governamentais e não-governamentais, e representantes da sociedade civil utilizam essa data para reflexões, debates e, especialmente, para avaliar e medir o nível de proteção das nossas crianças. (Fonte: cdhpf.org.br)

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